Ainda vale a pena investir em energia solar residencial na Bahia?
- Blog Conecta

- 26 de ago. de 2025
- 4 min de leitura
A Bahia se destaca no cenário nacional de energia solar. Graças ao clima ensolarado, cerca de 173 mil residências baianas já usam painéis o que coloca o estado em 5º lugar no país. Com um bom sistema solar, a conta de luz pode ficar quase zerada (em até 95% de economia) , mas é preciso considerar o investimento inicial, as novas taxas e os incentivos disponíveis. Este texto analisa o panorama atualizado da solar residencial na Bahia: custos médios de instalação, economia típica, prazos de retorno e incentivos (financiamentos, benefícios fiscais), além das novas regras (Lei 14.300/2022 e a tarifa Fio B).

Panorama da energia solar na Bahia
A Bahia lidera o Nordeste em geração solar. O estado responde por cerca de 25% dos parques solares do Brasil portalsolar.com.br, graças a usinas de grande porte em Bom Jesus da Lapa, Barreiras etc. Além disso, a geração distribuída tem crescido muito. Em 2024 havia cerca de 2 milhões de lares brasileiros com solar nos telhados eixos.com.br, sendo 173.489 na Bahia eixos.com.br. A eficiência do sol nordestino também aumenta os ganhos: em sistemas on-grid, o excedente injetado gera créditos energéticos válidos por até 60 meses portalsolar.com.br, usados automaticamente em dias nublados para abater a conta. Ou seja, quem produz mais do que consome acumula créditos por até 5 anos portalsolar.com.br.
Custos médios de instalação
O valor de um sistema solar residencial varia conforme tamanho (kWp) e equipamentos. Segundo pesquisa de 2025, um kit básico de 2 kWp sai em torno de R$ 7.280; um de 4 kWp (uso moderado) fica em R$ 11.520; e um de 8 kWp (casas maiores) em R$ 19.360 portalsolar.com.br. Em geral, sistemas residenciais (entre 3 e 10 kWp) custam hoje de R$ 10 mil a R$ 20 mil. Esses kits incluem módulos solares, inversor, estruturas e cabeamento. Com o avanço tecnológico e a escala de produção global, o preço dos equipamentos segue em queda, tornando o investimento mais acessível ano a ano portalsolar.com.br portalsolar.com.br.
Economia na conta de luz e payback
A economia mensal depende do tamanho do sistema e do consumo. Estudos indicam que a conta de luz pode ser reduzida em 50% a 95% usando energia solar portalsolar.com.br. Em geral, quanto maior o consumo (e a tarifa de energia), mais rápido o retorno. Segundo especialistas, o payback (tempo para recuperar o investimento) fica em 3–5 anos em média portalsolar.com.br. Em regiões do Nordeste, com tarifa relativamente alta e muito sol, esse prazo tende a ser mais curto – na ordem de 2 a 3 anos solardospomares.com.br. Por exemplo, um sistema de R$ 20.000 que gera R$ 4.000 anuais de economia paga-se em cerca de 5 anos ou menos portalsolar.com.brsolardospomares.com.br.
Economia típica: 50–95% na conta de luz portalsolar.com.br.
Payback médio: ~3–5 anos portalsolar.com.br (Nordeste: ~2,5 anos solardospomares.com.br).
Incentivos e financiamentos disponíveis
Diversas linhas de apoio tornam o investimento mais leve:
Crédito habitacional e de infraestrutura: O Banco do Nordeste oferece R$ 200 milhões em 2025 na linha FNE Sol Pessoa Física, com financiamento de até 100% do projeto a juros reduzidos bnb.gov.br. Espera-se que o cliente pague parcelas menores que a economia na conta, voltando o investimento em pouco tempo.
Uso do FGTS (projeto de lei): Tramita na Câmara o PL 2554/24, que permitiria sacar até 50% do saldo do FGTS para comprar e instalar sistemas solares residenciais panoramadabahia.com.br. Se aprovado, isso seria um estímulo federal interessante.
Incentivos municipais: Em Salvador, por exemplo, a lei municipal concede desconto de até 60% no ISS de instalação (redução de 5% para 2%) e até 10% de desconto no IPTU para imóveis com energia solar aloalobahia.com. Outros municípios baianos podem ter programas semelhantes de redução de impostos ou parcelamentos especiais.
Mudanças regulatórias e Tarifa Fio B
O novo marco legal da geração distribuída (Lei 14.300/2022) alterou as regras do setor. Os pontos principais são:
Transição tarifária: Sistemas instalados até 31/12/2022 mantêm o regime antigo (isentos de tarifas pela energia injetada) até 2045 portalsolar.com.br. Quem já tinha o sistema antes de 2023 continua com net metering integral por décadas portalsolar.com.br.
Tarifa Fio B escalonada: Novos sistemas (após 2022) estão sujeitos ao pagamento progressivo de parte da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD – componente fio B). A cobrança começou em 15% (2023), passou para 30% em 2024 e será de 45% em 2025, chegando a 100% em 2029 portalsolar.com.br solardospomares.com.br. Na prática, paga-se uma fração da tarifa de distribuição sobre a energia excedente injetada.
Impacto prático: Essa taxa reduz um pouco os créditos (e, portanto, a economia), mas incide apenas sobre o excedente – a energia consumida na hora de geração continua “zerando” a conta. Em outras palavras, quem consome toda a energia que produz não paga essa tarifa. Mesmo com a tarifa progressiva, a energia solar continua muito mais barata que a energia da rede solardospomares.com.br.
Em resumo, as novas regras significam que o retorno do sistema pode ficar um pouco mais lento para instalações recentes, mas sem inviabilizá-las. Além disso, quem instalar sistemas hoje ainda conta com encargos baixos nos primeiros anos e usufrui plenamente dos créditos de energia.
Conclusão
Para o morador da Bahia, o investimento em energia solar residencial ainda vale a pena. O estado reúne condições excelentes (muito sol), custos de equipamento em queda e linhas de crédito atrativas portalsolar.com.br bnb.gov.br. Mesmo com a Tarifa Fio B, o ganho na conta de luz é alto e o retorno ocorre em poucos anos portalsolar.com.br solardospomares.com.br. Os incentivos fiscais locais (descontos no ISS/IPTU) e futuros mecanismos (como saque do FGTS) também ajudam a aliviar o custo inicial. Em suma, quem tem teto solar e consumo médio alto continuará economizando e pagando o sistema em aproximadamente 4 anos – depois disso, a economia é só lucro. A energia solar segue sendo um bom negócio para famílias baianas interessadas em sustentabilidade e economia.
Fontes: Dados da Aneel e ABSOLA Reixos.com.br; Portal Solar (custos, economia e regulação)portalsolar.com.br portalsolar.com.brportalsolar.com.br; Banco do Nordeste bnb.gov.br; Prefeitura de Salvador aloalobahia.com; Projeto de Lei FGTS panoramadabahia.com.br; SolardosPomares (análise do Fio B) solardospomares.com.br.




Comentários